Quase todo problema de impressão nasce no arquivo, não na máquina. Cinco cuidados resolvem a maior parte deles — e os cinco levam menos de dez minutos para conferir.
A checklist: sangria de 3 mm além do corte, imagens em 300 dpi, cores em CMYK, arquivo em PDF e fontes convertidas em curvas. Se os cinco estiverem certos, o que você vê na tela é o que sai na gráfica.
1. Sangria: 3 mm além da linha de corte
Se o fundo da sua peça é colorido até a borda, estenda esse fundo 3 mm para fora do tamanho final em cada lado. Quem corta é uma lâmina, e lâmina tem tolerância. Sem sangria, um desvio de meio milímetro deixa uma faixa branca na borda.
É por isso que a ficha técnica de cada produto traz duas medidas. Num cartão de visita: tamanho da arte com sangria 91 x 51 mm, tamanho final 87 x 47 mm.
E o contrário também vale: mantenha texto e logotipo a pelo menos 3 mm para dentro da linha de corte. Elemento colado na borda corre risco de ser cortado.
2. Resolução: 300 dpi no tamanho real
Imagens precisam de 300 dpi no tamanho em que serão impressas. Uma foto de 300 dpi ampliada para o dobro vira uma foto de 150 dpi — e aparece borrada.
O erro mais comum é usar imagem baixada de site ou de rede social. Ela costuma ter 72 dpi, suficiente para tela e insuficiente para papel. Na dúvida, procure o arquivo original.
Em peças grandes como banner e wind banner, a regra afrouxa: como são vistas de longe, 100 a 150 dpi no tamanho final já resolvem.
3. Cores: CMYK, não RGB
A tela do seu computador trabalha em RGB, misturando luz. A impressora trabalha em CMYK, misturando tinta. São espaços de cor diferentes, e o RGB alcança cores que o CMYK não alcança.
Se você entregar em RGB, a conversão acontece de qualquer jeito — só que sem o seu controle. Os tons que mais sofrem são azul-royal, verde-limão e laranja fluorescente, que costumam sair mais apagados do que na tela.
Converta para CMYK ainda no seu programa e ajuste o que não gostar, em vez de descobrir depois de impresso.
4. Formato: PDF fechado
PDF é o formato que preserva posicionamento, cor e tipografia. É o que a Gráfica Onfire prefere receber.
PNG e JPG em alta resolução também são aceitos e funcionam bem em peças simples. Evite entregar arquivo aberto de editor (.psd, .ai, .cdr) a menos que combinado — eles dependem de fontes e imagens vinculadas que podem não chegar junto.
5. Fontes convertidas em curvas
Se a fonte que você usou não estiver instalada no computador da gráfica, o programa substitui por outra e o texto se desloca. Converter o texto em curvas (ou “contornos”, ou “outlines”) transforma as letras em desenho — aí não há o que substituir.
Faça isso por último, numa cópia do arquivo: depois de convertido, o texto não pode mais ser editado.
Checklist antes de enviar
- Sangria de 3 mm em todos os lados, com o fundo estendido.
- Texto e logotipo a 3 mm ou mais da borda de corte.
- Imagens em 300 dpi no tamanho final.
- Documento em CMYK.
- PDF gerado, fontes em curvas.
- Revisão de texto feita — telefone, endereço e redes sociais conferidos.
Essa última linha parece óbvia e é a que mais causa reimpressão. Peça para outra pessoa ler antes de aprovar.
E se eu não tiver arte?
A equipe da Gráfica Onfire desenvolve a arte para você. Chame no WhatsApp com o que você tem — logotipo, textos, fotos, referências do que gosta — e o material volta pronto para aprovação. Nesse caso, nada dessa checklist é problema seu.
Já tem a arte pronta?
Escolha o produto na loja e envie o arquivo. Se preferir que a gente desenvolva a arte, é só chamar no WhatsApp.
Preços e prazos conferidos no catálogo da Gráfica Onfire em outubro de 2026. A gráfica fica em Salvador (BA) e envia para todo o Brasil.
